Luís Cirilo Carvalho
        Luís Cirilo Carvalho
        A preto e branco
        Luís Cirilo Carvalho

        A morte do vídeo-árbitro

        2017/08/07
        "A Preto e Branco” é uma coluna de opinião que procurará reflectir sobre o futebol português em todas as suas vertentes, de uma forma frontal e sem tibiezas nem equívocos, traduzindo o pensamento em liberdade do seu autor sobre todas as questões que se proponha abordar.

        Três notas primeiras antes da explanação do tema que dá razão de ser ao titulo e que se baseia, como está bom de ver, na farsa a que se assistiu no estádio de Aveiro.

        A primeira nota para dizer, e há muito que o defendo em espaços de opinião escrita e radiofónica, é que sou completamente a favor da introdução de tecnologias auxiliares das equipas de arbitragem que os ajudem a decidir em lances mais complexos e portanto contribuam para o reforço da verdade desportiva das competições.

        Vídeo árbitro, olho de falcão (uma das mais importantes porque permite aferir se a bola entrou ou não na baliza) e qualquer outra que possa ajudar o árbitro a tomar boas decisões.

        A segunda nota serve para destacar e elogiar o papel da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) na defesa da verdade desportiva e supressão, tanto quanto possível, do erro, sendo pioneira a nível europeu da introdução da tecnologia do vídeo-árbitro nas suas competições e sendo por sua influência que todos os jogos da próxima Liga terão acesso a esse meio auxiliar.

        A FPF, que é hoje a única instituição do nosso futebol que está na primeira linha de modernidade e ao nível do que se faz de melhor no futebol europeu e mundial, tem vindo a desenvolver um notável esforço para que a modalidade entre nós tenha o máximo de verdade e esta sua insistência para a utilização generalizada do vídeo-árbitro é apenas mais uma prova disso.

        Algo que seria impossível esperar da liga do senhor Proença, especialista em inventar troféus para dar ao Benfica, promotora desavergonhada de sorteios da liga sem qualquer respeito pelos clubes e grande incentivadora da política de «filhos» e «enteados» que envergonha o nosso futebol e que tem máximo reflexo na arbitragem e na disciplina.

        Cabendo aqui lembrar o «caso Samaris» em que o jogador grego só foi castigado depois de a FPF avocar o processo cansado da política de adiamento (e favorecimento consequente do infrator) levada a cabo pelos orgãos pseudo-disciplinares da Liga.

        A terceira nota serve para relembrar que em crónicas anteriores, bem como em publicações no meu blogue e noutras redes sociais, sempre me manifestei a favor da introdução do vídeo árbitro nas nossas competições mas a par de um profundo ceticismo quanto ao seu real contributo para o reforço da verdade desportiva.

        Não que duvide que num Vitória-Marítimo, num Moreirense-Braga, num Portimonense-Rio Ave ou num Tondela-Estoril, a titulo de exemplos, ele funcione bem e cumpra os objetivos para que foi criado.

        A dúvida (que é certeza) está quando frente a frente estejam «filhos» e «enteados».

        Pela simples razão de que não acredito que quem anda há anos pelos relvados deste país a inclinar campos a favor de Benfica, FC Porto e Sporting (e de forma bem despudorada) depois, num passe de mágica, se sente atrás de um ecrã e passe a analisar jogadas de forma isenta, imparcial, sem olhar a camisolas e procurando apenas defender a verdade desportiva.

        Claro que isso não acontecerá. 

        E no sábado, em Aveiro, foi feita a prova disso.

        Um conjunto de jogadas em que o árbitro favoreceu sempre o Benfica e prejudicou sempre o Vitória (normal na carreira de Soares Dias); não se deu pela intervenção do vídeo-árbitro.

        No primeiro golo do Benfica há uma falta no inicio da jogada e um fora de jogo do jogador do Benfica a quem é endereçado o cruzamento.

        Se o vídeo-árbitro deu algum alerta ao apitador este não fez caso. 

        Há dois lances de clara agressão de jogadores do Benfica, Jonas a Celis e Jardel a Rafael Martins, que são lances típicos de intervenção do vídeo-árbitro porque se trata de jogadas de cartão vermelho, mas em que o apitador ou não viu ou fez de conta que não viu e se o vídeo-árbitro sinalizou as jogadas ele não fez caso.

        Finalmente no único caso em que o apitador recorreu ao vídeo-árbitro, num lance que é penálti em qualquer parte do mundo e naquele jogo também... se fosse na outra grande área, o vídeo-árbitro decidiu de acordo com aquela que já era a vontade do apitador (porque o lance era tão claro que nem recurso ao vídeo-árbitro justificava) ajudando-o a encobrir um frete claro ao «filho» contra o «enteado».

        E por isso confirmou-se aquilo que eu de há muito temia mas que o jogo de ontem confirmou na sua plenitude.

        Em Portugal, certamente contra a vontade da FPF mas em linha com os gostos da LPFP e do «Sistema», o vídeo-árbitro é apenas um instrumento mais refinado e mais sofisticado para ajudar a defender os interesses dos «filhos» e para continuar a prejudicar de forma vergonhosa os «enteados».

        Porque na aparência transmitindo uma imagem de combate ao erro e defesa da verdade na prática é apenas uma forma habilidosa de diluir as responsabilidades de quem decide mal e permitir que nada mude no status quo mentiroso do nosso futebol.

        Para mim o vídeo-árbitro como forma auxiliar da verdade desportiva das competições em Portugal morreu no sábado em Aveiro ao fim de apenas dois jogos oficiais e curiosamente entre os mesmos clubes.

        Em que ajudou, de ambas as vezes embora de forma mais notória ontem, o «filho» a ganhar ao «enteado».

        Paz à sua alma!

        Em que ajudou, de ambas as vezes embora de forma mais notória ontem, o “filho” a ganhar ao “enteado”.
        Paz à sua alma!
        A terceira nota para relembrar que em crónicas anteriores, bem como em publicações no meu blogue e noutras redes sociais, sempre me manifestei a favor da introdução do vídeo árbitro nas nossas competições mas a par de um profundo cepticismo quanto ao seu real contributo para o reforça da verdade desportiva.
        Não que duvide que num Vitória-Marítimo, num Moreirense-Braga, num Portimonense- Rio Ave ou num Tondela-Estoril, a titulo de exemplos, ele funcione bem e cumpra os objectivos para que foi criado.
        A terceira nota para relembrar que em crónicas anteriores, bem como em publicações no meu blogue e noutras redes sociais, sempre me manifestei a favor da introdução do vídeo árbitro nas nossas competições mas a par de um profundo cepticismo quanto ao seu real contributo para o reforça da verdade desportiva.
        Não que duvide que num Vitória-Marítimo, num Moreirense-Braga, num Portimonense- Rio Ave ou num Tondela-Estoril, a titulo de exemplos, ele funcione bem e cumpra os objectivos para que foi criado.
        A terceira nota para relembrar que em crónicas anteriores, bem como em publicações no meu blogue e noutras redes sociais, sempre me manifestei a favor da introdução do vídeo árbitro nas nossas competições mas a par de um profundo cepticismo quanto ao seu real contributo para o reforça da verdade desportiva.
        Não que duvide que num Vitória-Marítimo, num Moreirense-Braga, num Portimonense- Rio Ave ou num Tondela-Estoril, a titulo de exemplos, ele funcione bem e cumpra os objectivos para que foi criado.
        Vídeo árbitro, “olho de falcão” (uma das mais importantes porque permite aferir se a bola entrou ou não na baliza) e qualquer outra que possa ajudar o árbitro a tomar boas decisões.
        A segunda nota para destacar e elogiar o papel da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) na defesa da verdade desportiva e supressão ,tanto quanto possível , do erro sendo pioneira a nível europeu da introdução da tecnologia do vídeo árbitro nas suas competições e sendo por sua influência que todos os jogos da próxima Liga terão acesso a esse meio auxiliar.

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